sábado, 12 de dezembro de 2009

Gol

Eu chutei o cesto de lixo de banheiro. O peso do meu pé era de todo o ódio que se tem guardado num banco de ódios comprimidos esperando para serem sacados. Saquei meu pé, chutei o cesto de lixo cheio. Lixo de banheiro. Cheiro de merda de menstruação papel com meleca cabelos e gordura. Chutei o lixo contra a porta do corredor, BOOM. Eu chutei o lixo porque seria uma grande injustiça, a maior que eu poderia cometer: sujar o chão e a porta de merda. Eu tô vendo agora papéis higiênicos espalhados pelo chão de madeira, alguns são empurrados pelo vento. Na porta, maçarocas de fios de cabelo. É injusto ou não? Vou ter que limpar o que sobrou de bosta da bunda de todas elas, e da minha.

2 comentários:

Cecília disse...

literalmente na merda..

William disse...

Terror na república feminina?

Isso também lembrou os malditos tempos de escola. O banheiro era um estorvo. Escreviam coisas nas paredes com a melhor tinta humana: merda!

Nem mijar mijava naquele banheiro masculino. Entrava pra fumar, por obrigação.