Os copos de vinho tinto barato já haviam sido bebidos com as conchas de mar que os temperavam. A conversa embriagada e os segredos universais, já haviam sido ditos. As mãos ansiosas e os lábios perversos e as línguas com fome. Minha boca amanheceu salgada, limpei os grãos de areia do meu vestido. Contei as conchas e guardei. E aí então eu quis te conhecer de novo.
Um comentário:
(caralho, muito bom esse, muito bom mesmo)
me lembrou os dois dias que eu passei num arquipélago no sul do chile, chiloé, havia uma ossada de baleia sendo montada no quintal de um museu, vento que enchia minha boca de areia e lendas sobre sereias e piratas, além de dez graus de frio em pleno verao, regado a vinho branco, uma semana depois do meu aniversário.
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