sábado, 28 de novembro de 2009

Dia barato

Que domingo de sábado, quem é que sabe de mim? Levanto achando que deveria continuar sonhando, morrendo na cama. Não consegui ficar, havia silêncio demais pelos corredores, na sala, cozinha. Dei bom-dia pra máquina cinza que já estava ali cínica, já sabia o meu dia, ela sabe que eu não me aguento, eu levanto e aperto o botão e sento com ela no chão, em cima da cama, na mesa, em pé. Apartamento vazio de gente e cheio de coisas. Meu computador me dá conversas e preguiça, já é noite e cada papel jogado no chão continua ali. Canto de Oxum baixinho e eu posso sentir a sala se enchendo de entidades, minha cadeira vibra. E o interfone toca. O sanduíche chegou, eu pedi porque o gás já havia acabado.

4 comentários:

Anônimo disse...
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Cecília disse...

Imagina o seu domingo..

William disse...

Depois que eu te passei o telefone do delivery do Burdog tua fome nunca sera a mesma. Hehe.

Laura Cohen disse...

nooossa. nooossa. que bonito isso. ontem eu tive um dia meio assim. que delicia.

saudade do seu irmão?